16.9.10

e então ?


e então dis-me que vem daí coisa boa, que ficarás, que estarás que guardarás E então jura-me que de novo serás aquele suspiro estranho , aquele arrepio que dá certezas à minha intuíção e então ? repete tudo uma quantas vezes, só na minha língua...só na minha cabeça só para mim e não te fiques NUNCA pelas palavras, porque essas sabes que não podem ser válidas quando viramos uma página Mostra-me o sorriso que diz que precisas de mim, porque precisas, não ?

e então ? e então aperta-me, aperta-me bem mesmo que doa, até de ti a dor me sabe bem Age como se este fosse o último dia em que nos vemos , como se, comigo, não houvesse amanhã Beija-me como na primeira vez , sem saber o jeito com que o fazer , sem saber o gosto que sentir, então por favor, aperta-me bem.



"The touch of your hand says you'll catch me wherever I fall."

4.9.10

Furto à memória




Imagens atrás de imagens. Imagens que nao via à muito, imagens que nao conhecia, imagens que estavam enterradas.

Percebi que nem sempre é bom mexer no passado, especialmente naquele que tem obrigatoriamente que ser enterrado. É o negro da vida , aquele em que, sem noção, nos podemos perder. É o canto do sofá onde ninguém se quer sentar, então, nao vale a pena o esforço, apenas basta nao impor a ideia para que esta nem hoje nem amanha, se torne uma opção. E quando estiveres pereparado para falar sobre o que aconteceu (bom ou mau) sem derramares uma lagrima (de alegria ou tristeza) volta la. Vai espreitando devagarinho, e num relance senta-te. Alguém irá ao teu encontro e se deitará no teu colo. Só para ouvir. (ou talvez reviver)
Não me quero sentar nesse sofá onde tudo o que passei vem ao de cima
porque não sou capaz de encarar a tua reação ao sabe-lo, mas é tudo, hoje e amanhã um furto à memória,
uma questão de tempo

11.8.10

Soldadinho de chumbo


empurrada pela força , senti que os ossos me estalavam e a segurança que autrora distinguia as minhas pernas de um ramo seco, desvaneceu-se. tentei substituír a força das pernas pela força dos braços para que um qualquer movimento me arrancasse daquele sítio. mas nao consegui , era em vão qualquer esforço. sentia os músculos presos por uma qualquer coisa que nao sabia a que chamar e aí, o movimento já ia longe, consegui vê-lo cada vez mais pequeno, a diminuír e diminuír até que num abrir e fechar de olhos desapareceu. Fiquei imóbil sem capacidade de compreesão e movimentação. Feita soldado podre e acabado, perdida num assombro, onde as paredes que me prendiam, nao passavam de chumbo. Isto foi quando foste e nao voltas-te . Só mais tarde tive notícias de que afinal, por mim sobreviveste, por mim tu lutas-te .

nuno

4.8.10

Mercado Negro


Corruptos oportunos falsidades crediveis, noites chamadas de dias à espera que alguém continuasse a acreditar, que tudo iria mudar num país em que, era dificil realizar. os piores eram os velhos moribundos. feitos mendigos, vestiam pele de ciganos e escuras tatuagens que contavam a dores de uma vida, que quanto mais passava, menos o tempo curava. tinham os dias confundidos aos anos. Fugiam, roubavam, porque os olhos viam, e de verdade. Em pézinhos de lã, feitos de tecido rasgado antecipavam, ainda que sem querer, o dia tão esperado. Nunca dera a cara, mas aquele dia tinha finalmente chegado.
Vestido de negro, vinha o pobre,
o falido mercado.

14.7.10

Promessas, não são algemas




De cabeça baixa eu não podia estar naquele sitío de outra forma, doiam as recordações que ele me contava. Contava hoje e contava todos os dias que pisava aquele chão de terra negra, e todos os dias ele me contava vezes sem conta a história da minha vida. As lágrimas rebolavam-se-me pelo rosto abaixo...passavam as maças, refriavam os lábios gretados e caíam na terra como que num salto sem importância molhando assim a minha pele seca pelo frio do vento. Mas não me importo de tudo o que tenha ido e hoje seja em vão, não me importa estar sozinha, nao me importa chorar sempre, não me importa que quebrem todas as promessas que me fizeram, nao me importa realmente a parte que roubam de mim quando me magoam; limito-me a pensar que foi por um propósito lógico, mesmo sabendo que nao, foi apenas porque promessas nao sao nem nunca foram algemas.
Nao acredito quando alguém diz que nao vai voltar
O tempo faz esquecer, nao faz mudar;

12.7.10

All the time in all the ways

Quando o tempo era escasso e todos corriam no sentido contrário, tu nao fujiste. E os relógios nao me queriam dar pontos de situaçao *, mas tu fixas-te o teu olhar num ponto e lutas-te para que só eu fosse esse elemento simples e esclarecedor. Talvez tenha sido exaustante e talvez te tenha custado uns tempos de livre respiração, mas foi por conseguires sustê-la tao bem que eu parei as constantes lamentações para com o abandono do resto do Mundo e acordei para o que realmente interessa. Sim, porque muita boa gente entre nós, anda nesta vida para ver andar, não abre caminhos e vai ao longo dos anos seguindo pegadas já marcadas, vivendo assim em função de outros ou simplesmente sem nenhum destino definido. Desde aí que se um de nós seguir os rastos de outro, nada muda, nenhum problema é levantado porque apesar de tudo, e o importante é, nós caminharmos juntos, lado a lado... para todos os sitíos, a toda a hora *para sempre. Já estamos demasiado apegados e somos fortes de mais para que algo ou alguém nos tente derrubar e isso a mim nao me preocupa, nao me incomoda, nao me aquece. Sei que sou para ti mais ou o mesmo do que tu és para mim, e isso dá-me a confiança que até hoje tentei encontrar na alma de cada pessoa. Tentava desnvendar o interior sem que o exterior me influasse mas há medida que os ponteiros rodavam e gastavam os números das horas, eu decepcionava-me ao descobrir que ninguém era mais do que um reles individuo. De tantas decepções, a mente fechou-se a inovações e estava tão viciada naquela rotina que nao abria jogo de novas opções, novos sentimentos. Para tudo isto houve uma resoluçao que se resume a uma simples palavra : Chegas-te .
Obrigada por tudo , amo-te

8.7.10

Mantêm-te, para me deixares (...)


Mantêm-te em silêncio, consegues escuta-lo sem qualquer margem de esforço e ele é-te cem por cento favorável. É a voz do Mundo quando todos gritam, o silêncio é quem mais diz quando todos se tentam justificar, sem sucesso... mantêm-te em silêncio, silêncio de verdade, daquele silêncio que vem e fica; e só é quebrado quando chegas onde nao podes. Quando chegares ao infinito, quando andares de pernas para o ar e chegares com os calcanhares ao céu, vais ser o primeiro Homem a chegar à Lua, mas para isso precisavas e tu... tu nao queres, pois nao ? Claro que nao queres quebrar a minha lógica de sobreviver. Nao consegues quebrar algo que nao tens , nao consegues quebrar o meu silêncio, aquele mesmo que desde ontem me mantêm existente.

7.7.10

Dias quentes

O calor é de todo enfernal
supera tudo o que é considerado
"normal", mas um dia,
tudo vai ser enterra
do.
Sobre o que perdi,

nao ha um so dia que nao o pense,

nos velores que ja vali
nao ha quem os recompense.
E os seres que nem fé dão
continuam independentes.
Nao têm dó, nao têm perdão
São o inverso destes dias quentes.

E uma vez alguém parou
mas com a frieza, seguiu
e nada revolucionou.

A espécie um dia acabará
Era o que se ouvia dizer.
nenhuma novidade alguem lhe dava
a
pois sempre fora isso
Que a todos fizera crer
.

3.7.10

Deixa-me dizer-te!



Nao estás certo e tu proprio sabes disso. Chego a pensar que perdi o pulso firme que me segurava, chego a pensar que te perdi à muito, mas depois invento mais hipóteses para que nao tenha que chorar pela realidade, e dessas hipoteses, apoio-me na que somos iguais, um para o outro e demasiado importantes, por isso mesmo é que custam tanto a passar estas merdas que nos acontecem. Pai, é mais um por favor.
Mais um de
tantos idos e pré-recebidos.

1.7.10

Crescimento mutuo


Chamavam-lhe assim quando queriam dizer algo e nao lhes saiam as palavras, quando olhavam tudo e todos e nao eram capazes de fixar um olhar num ponto; Quando ainda eramos todos muito incapazes havia alguém, um crânio superior, que escondido de todos estudava para que toda a auto-comunicação fosse desenvolvida. Mas nao atingiu o objectivo e agora em vez de crescermos por nós, só aprendemos em conjunto. Um dia ele quis e nao conseguiu e foi aí que nasceu o respeito, que mais tarde se misturou com o bom senso para nos dias de hoje nos darem a PAZ; Somos vitimas de crescimento mutuo, somos os dias contados para o fim, somos filhos do mesmo Mundo.